A luta do SINTRABOR/FENABOR e do Movimento Sindical Brasileiro como um todo pelo Fim da Escala 6 por 1 com redução da jornada de trabalho e sem redução de salário, vai muito além de uma alteração de carga horária pura e simples. Estamos trazendo aqui para o debate uma mudança em prol da qualidade de vida da classe trabalhadora brasileira. É a defesa do direito ao descanso, equilibrando produtividade com bem-estar.
Parece óbvio o que vou dizer, mas os impactos desta modificação seriam muito significativos: mais tempo livre para que o trabalhador possa dedicar mais à família, ao lazer, ao autocuidado (sobretudo da saúde), reduziria os níveis de estresse e, principalmente, de adoecimento.
Além disso, com esse novo cenário, a ampliação do tempo de descanso automaticamente impulsionaria outros diversos setores da economia. O trabalha9dor teria tempo para viajar, frequentar restaurantes, shoppings centers e ir ao cinema, aos parques… Os estabelecimentos e alguns setores supracitados seriam fortalecidos, já que aumentaria a circulação de pessoas em momentos de lazer.
Mas como sabemos, nada vem de graça ou cai do céu. Por isso, ressalto que esse debate para o Fim da Escala 6 por 1, que já vem sendo feito a muito tempo, ganhou muita força recentemente por conta da nossa mobilização na Marcha da CONCLAT, realizada no último dia 15 de abril de 2026, em Brasília, reunindo milhares de trabalhadores em defesa de direitos (entre eles a mudança na jornada de trabalho), onde o SINTRABOR/FENABOR, e falo isso com muito orgulho, tiveram participação expressiva e de grande destaque com sua numerosa delegação que se deslocou de várias regiões do nosso país.
É importante destacar também que neste mesmo dia 15 de abril, tivemos como ápice da Marcha, a entrega ao presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva da Pauta da Classe Trabalhadora 2026, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, na qual o presidente Lula citou o envio pelo Executivo ao Congresso Nacional do Projeto de Lei dando fim a Escala 6×1.
De lá para cá, em um periodo de 10 dias, tivemos o avanço da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que tramita na Câmara Federal com a sua aprovação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Dessa forma, o próximo passo será a realização de audiências públicas levando o debate do fim da escala 6×1 para toda a sociedade. E é aí que devemos estar atentos e mobilizados para que setores conservadores e comprometidos com o empresariado atrasado que quer manter os trabalhadores em regime de semi escravidão tentem barrar o avanço da nossa luta em prol da vida além do trabalho.
Portanto, concluo dizendo que o Fim da Escala 6 por 1 é uma proposta que vai trazer muitos ganhos, pois vai valorizar o tempo do trabalhador, além de promover o crescimento econômico sustentável. Ou seja, será um ganha-ganha coletivo, para aqueles que defendem uma sociedade mais equilibrada, justa e participativa.
Márcio Ferreira – Presidente


